quinta-feira, outubro 28

Primeiro Amor

Melina voltou eufórica da aula de inglês, recebeu uma  ligação de seu pai lhe dizendo que o presente de aniversário deste ano seria uma viagem. Ela adora viajar, conhecer novos lugares, pessoas diferentes, se aproximar de culturas desconhecidas e tudo que uma viagem pode proporcionar. Aguardava ansiosa o destino da viagem.

Melina era uma garota de 21 anos, já estava na universidade e aprimorava seu inglês nas horas vagas, com alguns amigos que fizeram intercâmbio nos EUA. 

Depois de alguns dias de espera nervosa, seu pai ligou, e ao fim da ligação ela solta um grito: - Uhuuuu, eu vou para BH!!! O fato de saber que era uma cidade conhecida lhe trazia conforto e muitas lembranças também. A família de sua mãe era toda de lá, e a sua infância e adolescência é marcada por vários momentos divertidos. Foi lá que ela aprendeu a andar de bicicleta, comeu o mais saboroso pão de queijo e teve o seu primeiro amor. 

Então, foi para o seu quarto e buscou sua caixinha de lembranças que estava debaixo da cama. Era uma caixa de sapato que continha alguns objetos que lhe traziam boas lembranças, muitas fotos, chaveiros, cartas, desenhos e outros mais. Mas ela buscava uma foto em especial, era a foto do Thomás, seu primeiro amor. A primeira lembrança que teve quando ouviu “BH”, foi as aventuras que viveu com Thomás. 

Eles se conheceram com 12 anos e desde então nunca mais o esqueceu. Começou como um amor platônico, daqueles que o coração dispara só de pensar na pessoa. E a cada retorno à cidade, durante suas férias da escola, o reencontrava mais bonito, mais conversador e muito mais divertido. Mas tem um detalhe nessa história, eles eram primos, e primos legítimos. Mas ela não se importava com isso, desfrutava de sua companhia a todo o momento. Passeavam juntos, conversavam muito e se davam muito bem. 

Já adolescente com 16 anos idade, resolveu dizer a ele o que sentia, com as mãos geladas começou a falar de seus sentimentos. A princípio ele reagiu com espanto, Melina era sua prima e assim que ele a via. E quando faltou dois dias para ela ir embora, ele lhe roubou um beijo. Momento mágico. Essa foi a última vez que lhe viu pessoalmente.


Até que chegou o dia de sua viagem e durante o trajeto, Melina era só ansiedade. Foi quando na hora do desembarque, sentiu uma força masculina segurar sua mochila, enquanto uma outra mão arrumava-lhe o cabelo rapidamente. Depois de um longo beijo que pôs fim as saudades, eles se olharam com intensidade. Aquelas férias seriam diferentes.


Revisado por: Camila Travassos

3 amor e ilusão:

Camila disse...

Em literatura, tudo que está escrito é ficção. Ficção entendida não como "mentira", mas sim como uma outra realidade, a que podia ter sido e não foi, a que gostaríamos que fosse e não foi, enfim... Por isso que escrever é não instigante.

(:

Tô gostando de ver-ler-revisar teus textos, visse?

=D

Thiago César disse...

=O
sem comentários sobre o conteúdo do texto, mas tipo, sobre a forma, repito o q disse antes...
tem textos seus q valem a pena serem melhor trabalhados!

CA Ribeiro Neto disse...

Texto empolgadíssimo! Tudo acontece muito rapidamente e o leitor fica com um gosto de querer mais.

Seu texto é muito bom, por isso causa isso na gente. Quem sabe se você fizesse parágrafos mais curtos, escreveria textos mais longos...

Mas seu texto está muito bom!!!
beijos