domingo, outubro 9

Tudo do avesso

                                                                                                         Foto By Thiago César ou Rafael Lessa (não lembro :P)
Hoje acordei do avesso, não dei bom dia para ninguém e saí sem tomar café. Às vezes tudo parece uma mera encenação, amigos desleais, pais hipócritas, sociedade mesquinha e tudo isso empacotado e endereçado a mim. 


Tirei o dia para pensar, pensar de como sair deste círculo de mediocridade. Andei pelas ruas sem destino, preocupações, horários, amarrações. Entrei num bar, resolvi beber uma para vê se as ideias surgiam magicamente em forma de solução. Mas fiquei foi tonta e saí assim mesmo. Continuei a andar pelas calçadas em paralelepípedos, avenidas rodeadas de prédios altos, monumentais e suas centenas de janelas. Ai! Senti uma dor na cabeça e apaguei. Acordei e percebi que estava no chão, então olhei para o lado e tinha um vaso de plantas rachado. Deixaram cair de alguma dessas centenas de janelas que acertou justamente em mim. Levantei e fiquei mais mal humorada. Continuei a andar, mas resolvi ir para casa. Percebi algumas pessoas correndo no sentido oposto ao meu, mas devia ser alguma coisa desinteressante que atraiu essas pessoas que não tem o que fazer.


Cheguei em casa, passei pela sala, vi a minha mãe atender o telefone e, em seguida, começar a chorar. A minha mãe continua a emotiva de sempre, se emociona com tanta facilidade às tragédias alheias que nem me atrevi a perguntar o que era. Entrei no meu quarto e fiquei trancada. Ouvi a porta bater e percebi que ficara só em casa, do jeito que sempre gosto de estar. Fui tomar um banho, daqueles demorados no qual se lava os cabelos lentamente para deixar cheirosos e relaxar o corpo da tensão de estar no lugar errado com as pessoas erradas. Era assim que eu me sentia. E o banho fez toda a diferença, me sentia leve, limpa. E dormi.


Acordei às 12h do dia seguinte. Fui para a sala, mas não sentia fome. Sentei no sofá e por lá fiquei, até que minha mãe entrou pela porta vestida de preto, amparada pela minha madrinha, que estava de olhos inchados e vermelhos. Vi a cena e não questionei, mas achei estranho não ter sido vista por nenhuma das duas. Foi então que a minha mãe pegou a minha foto da mesa de centro e a beijou, perguntando: - Por que, Deus? Por quê? Por que levastes logo a minha filha?

1 amor e ilusão:

Nayara Borato disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Azues. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

http://narroterapia.blogspot.com/